Mãos que servem, mãos que recebem: o acolhimento silencioso do projeto Cuidar Villagio

O Cuidar Villagio parte de uma verdade raramente reconhecida no varejo: as mãos que mantêm um shopping funcionando precisam, elas mesmas, de amparo. Em um setor onde equipes de campo e terceirizados costumam ficar à margem das ações sociais corporativas, o Villagio Caxias decidiu mudar essa realidade.

O projeto atende mensalmente cerca de 100 pessoas com ações diretas e eficazes: uma Prateleira Solidária que disponibiliza alimentos básicos sem burocracias, cafés da manhã e da tarde para todos, além de doações específicas para situações de vulnerabilidade.
Quando o Rio Grande do Sul enfrentou as enchentes devastadoras, o projeto se adaptou rapidamente. Cobertores, roupas e até a liberação de um colaborador para atuar na Cruz Vermelha mostraram como o cuidado pode se adaptar a momentos críticos. Os impactos também aparecem nos números: aumento de 7,1% no NPS em apenas três meses e mais elogios ao atendimento no SAC.

Vitrine cultural: Villagio Caxias se torna guardião da cultura literária na Serra Gaúcha

Livros em vez de vitrines. Histórias no lugar de produtos. Quando o Instituto de Leitura Quindim perdeu sua sede no Pátio Eberle, o Villagio Caxias transformou um espaço vago em um refúgio para a literatura. Esta decisão incomum no varejo não só salvou uma instituição cultural de renome nacional, mas também reescreveu o conceito de shopping center na Serra Gaúcha. O espaço rapidamente ganhou vida com vozes de contadores de histórias, música, teatro e o silêncio respeitoso dos leitores.

Os resultados dão o tom de sucesso da iniciativa: 2.493 empréstimos de livros em três meses, 69 novos associados e um aumento de 200% nas vendas do Instituto. Na mídia, o impacto chegou a R$114.024,00 em exposição espontânea, alcançando 424.892 pessoas.

“A leitura foi parar na vitrine”, resume Volnei Canônica, presidente do Quindim. E assim, o Villagio Caxias provou que um shopping pode ser muito também um guardião da cultura.