O Pátio Alcântara, em São Gonçalo (RJ), fica entre comunidades e tem um terminal rodoviário intermunicipal como vizinho. Em 2024, esse entorno exigiu muito mais do que atenção: ambulantes, pedintes e crianças vulneráveis passaram a ocupar o mall diariamente, com 60 a 70 registros de ocorrência por dia. Os órgãos públicos chegaram ao limite do que podiam fazer. A empresa responsável pela operação de segurança não sustentou o compromisso. O objetivo era concreto: reduzir os incidentes, proteger os menores, amparar a equipe e recuperar a percepção de tranquilidade para clientes e lojistas. O shopping estruturou, com recursos próprios, um protocolo que o setor raramente organiza dessa forma: mediação de conflitos, engenharia social e atuação articulada com o Conselho Tutelar. A presença de menores em atividade de venda ou mendicância foi reduzida de maneira consistente. O mall voltou a funcionar como deve: com controle, organização e confiança percebida por quem frequenta.